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Novembro 25 2010

Nuno Rocha está de parabéns com esta curta metragem de grande qualidade.

 

Numa noite normal com o passado largado da memória, um homem reencontra, no lugar a que chama casa, lembranças de um tempo que viveu. Fragmentos de pura felicidade e instantes de sublime partilha, surgem como apontamentos de esperança de um presente que não voltará a ser o mesmo

 

 

 

 

publicado por Fátima às 09:28
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Setembro 22 2009
Não me considerando uma pessoa saudosista, há momentos, cheiros, sabores que recordo com ternura:
 
- o cheiro do das mochilas novas, dos cadernos, dos lápis
- o cheiro da cera nos tacos no início da Primavera (tínhamos de abrir todas as janelas e mesmo assim a dor de cabeça era enorme….)
- as torradas feitas naquela chapa que se levava ao lume do fogão e que esturricava as pontinhas do pão
- o pão com tulicreme
- o cheiro adocicado que se espalhava por toda a casa quando a minha mãe fazia os tachos enormes de marmelada que durava todo o ano, nas tijelas tapadas com papel vegetal molhado em aguardente para que não criassem bolor
- os Parodiantes de Lisboa e a radionovela “Maria” à hora de almoço
- as tortas de chocolate que a D. Maria vendia nos degraus da escola primária
- o barulho da máquina de costura da minha mãe à tarde, enquanto eu fazia os trabalhos da escola
- o cheiro doce da minha avó quando chegava a casa, pois ela tinha uma mercearia em Lisboa, e cheirava a legumes e a fruta
- a delícia das sombrinhas e dos lápis de chocolate
- o cheiro da drogaria do Sr. Gabriel onde se iam comprar vassouras, aguarrás, verniz e perfume a avulso
- os serões de Verão passados na rua a brincar e a andar de bicicleta
- o cheiro da roupa lavada no tanque com sabão azul e branco
- o açúcar amarelo guardado nas caixas e que fazia torrões gostosos de derreter na boca
- o cheiro do café feito na cafeteira
- os rebuçados de mel, embrulhados em papel vegetal
- o creme Nívea com que era besuntada na praia, ainda o sol não nos pregava partidas
- andar nos elevadores do prédio da frente para cima e para baixo sem parar, fugindo como se podia à porteira
- o arroz de ervilhas feito pela minha mãe: o melhor arroz de ervilhas do Mundo….
 
Não tenho saudade das sirenes dos navios a partir do cais e que levava o meu pai para as terras distantes das províncias ultramarinas, para uma guerra que eu não compreendia e que ainda hoje não consigo entender.

 

publicado por Fátima às 16:42

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